sábado, 17 de janeiro de 2015

                                                                  OM SRI MATRE NAMAHÁ

Nasceu Gustavo, meu terceiro neto, dia 09 último. Como não olhar pra dentro de mim,  e curar um pouco mais ainda a ferida profunda de filha órfã que fui? Sim, vendo o pequeno menino, perfeito, saudável e lindamente acabado sendo amado imensamente pela mãe, minha filha Juliana, e pelo pai ricardo, meu genro, um sentimento de gratidão foi reavivado em mim. Posso assim, reeditar meus relacionamentos com meu pai, mãe e com os tios e avós que me criaram. Sei que fizeram o melhor que quiseram e puderam, mas imagino que meu potencial de amar poderia ter sido melhor desenvolvido caso tivesse uma infância alegre e tranquila,  confiando nos seres humanos e no mundo. Posso reconhecer os erros  não intencionais que cometi ao criar meus próprios filhos, por não ter aprendido a ser filha.  Criança aprende tudo vivencialmente. Assim, aprendemos amar sendo amados, quando crianças. Porque Amor não é algo teórico. Tem que senti-lo ao experenciar o cuidado e a atenção. E em sua vida, o adulto crescido no Amor, terá prosperidade porque se sentirá merecedor, com autoestima desenvolvida positivamente. Uma vez li sobre a importância do aleitamento materno. Inegáveis seus efeitos benéficos no desenvolvimento físico e psicológico. Está cientificamente comprovado que a falta dele pode levar a viver procurando longe de si um objeto para amar e permanecer na inconsciente nesta busca frenética.  Chego à conclusão que o encontro amoroso do olhar de mãe e bebê durante a amamentação desencadeia o processo do Despertar!


E, sincronicamente nesta época, Narayani, uma linda Meditadora da Oneness University no Brasil nos propõe a fazer o PREM - Programa de Encorajamento e Recuperação da Mamãe. Na busca de orientação sobre a shadana com o Guia da Oneness para América Latina, Vikramji respondeu que façamos durante 49 dias 49 Moola Mantra e recitar 49 vezes OM SRI MATRE NAMAHÁ. Finalizar com a prostração reverenciando a MÃE DIVINA, mãe de todas as mães.

Também ocorre outro fato que mexe muito comigo neste tempo de tanto crescimento: a tia que criou a mim e a 3 (três) dos meus 4 (quatro)   irmãos está num residencial geriátrico no litoral do Estado e eu, sem coragem de trazê-la para morar comigo. 
Então, a religiosidade não se encaixa no meu cotidiano? Estarei sendo ingrata? Que exemplo dou a meus filhos e netos? E pasmem que realmente sinto medo do carma futuro! 

Vejo as imagens do trabalho que meu filho Guilherme executou nos 3 (três) dias de suas férias aqui na Fênix. Só motivado por Amor Incondicional. Com muita grandeza de caráter e esforço. Está na Unidade com a Mãe Terra e obedece às leis da Natureza. Desdobrou-se nas orientações, roçadas, adubação de mudas de frutíferas, instalação de iluminação na garagem e do bebedouro do cães, fechamento de vãos sob as cercas, com pedras enormes e no manejo florestal na orla da mata dentro do pátio. Ainda fotografou com sensibilidade belezas da floresta durante caminhada com as pequenas Isabela e priminha Ana Carolina. Cultivou fogo no fogão-a-lenha no amanhecer fresquinho, bebendo um chimarrão. Ventos fortes, na semana anterior haviam lascado a bracatinga próxima da Casa Fogo  e uma outra árvore envelhecera (https://sites.google.com/site/florasbs/clethraceae/carne-de-vaca).  Senti muito, mas as causas foram fatos da vida e fenômenos climáticos, acidentes inevitáveis. Assim, virarão palanques, combustível para cozinhar e aquecer-nos nos dias frios do próximo inverno, além de rústico banco para a varanda.

Esta bracatinga perfumava de "mel" todo o pátio durante a florada na primavera. A poucos metros dali,  de semeadura realizada em fevereiro de 2014 nasceram umas 23 bracatingas, auxiliando na restauração de área degradada. É a garantia da continuidade da vida,  mães gestando e cuidando de novos filhos.
                                                         
                                                                  OM SRI MATRE NAMAHÁ

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