sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Cuidar do corpo!

                                                Quedas e Ferimentos
        Você tem tanto cuidado como eu para não ferir-se? Não chego ao ponto de paralisar, de evitar agir, impedida pelo medo. Isto também em certo grau ocorreu comigo já que, nesta vida não pratiquei esportes radicais, preferindo caminhadas, yoga, natação.
        Lembro-me na infância de subir muito agilmente por escadas e andaimes até o telhado para lavar a caixa d’água e em árvores para colher frutas. Isto preparou meu corpo com habilidades para o trabalho na vida adulta. E os pequenos ferimentos vão nos tornando fortes diante de sofrimentos maiores! A queda do alto da figueira, aos meus 10 anos, com a axila num tronco lascado na base da árvore, rendeu-me cicatriz visível até os dias de hoje, pois nada revelando à tia, por medo de apanhar, o profundo corte cicatrizou sem pontos, demoradamente e foi esgaçado muitas vezes no processo de cura.
        Cuido para não cortar-me com facas mas, isto ocorreu há pouco tempo, picando galho como adubação verde para o solo com um facão mal afiado... É incrível que os mal afiados sejam tão perigosos como os de bons fios, além de desperdiçar nossa energia física e tempo.  Já cortei-me com folha de papel. E como dói um pequeno ferimento em áreas de impressão digital.
         Aqui na Fênix há que cuidar-se com formigas carnívoras, vespas, aranhas e cobras, além do uso das ferramentas e materiais como arame farpado e venenos (raros), posições de trabalho, pesos proporcionais às forças físicas, fogo, eletricidade. Parece que os animais querem viver bem próximos da casa da gente e mesmo na mesma casa. Com a proximidade da floresta, nós é podemos ser os invasores do habitat de muitos animais. As relações de respeito, tolerância precisam ser estabelecidas garantindo sobrevivência de todos e convívio harmonioso.
        Maria Clara Pessotti, adepta da Seicho-No-Iê, ao comentar sobre vespeiros e formigueiros sempre em construção por aqui, dita um Decreto:
“Seres Vivos, cada qual em seu lugar, não se lesam mutuamente. Este é o Caminho de Deus.” Diz ela, que os animais mudam de local de residência.
        Nossos descuidos ou desatenção, podem levar a sofrimentos leves e graves.
        Então, na última sexta-feira acabei caindo, não sei se por ter aumentado o grau da lente do olho esquerdo e estar usando outras lentes mais baratas que as habituais de marca Varilux,, ou por estar com visão periférica diminuída. Subi numa mesa forte com 0,80 cm de altura e dela em uma escada de alumínio de 1 metro para lavar as janelas do Céu, como chamo as 12 e altas janelas do salão da Fênix e na 6ª, ao descer da mesa, não cheguei à cadeira de apoio. Devo ter pisado no ar, batendo fortemente a nuca no piso molhado e escorregadio, além de machucar a coluna cervical, uma costela e outras partes do corpo.  Senti de imediato ardência na nuca e expansão do couro cabeludo, o famoso “galo”.  Alguém sabe por que?  Virei-me de bruços e tentei levantar-me. Gritei para a surda cunhada que estava próximo pedindo-lhe pra chamar os meninos que colocavam calhas nos telhados da varanda. Ergueram-me e conduziram-me ao banco externo, trazendo gelo num plástico e meu celular para procurar um vizinho. Senti diminuir as forças e o equilíbrio nas pernas além de tonturas. Rx, tomografia, dias de dor e repouso e gratidão por danos maiores não acontecerem!
        É que a gente esquece de agradecer às coisas ruins que deixaram de acontecer, não é? Estive expressando minha gratidão ao vizinho, cunhada, meninos e amigos que me acolheram nos dias de observação. E a toda uma estrutura hospitalar e farmacêutica que nos socorre e alivia.
E ao meu Antaryami (Anjo Guardião).  Sei que Ele protege e guarda o que EU SOU e as experiências que tenho aproximam-me ainda mais de Mim Mesma!
 Cá estou eu com Tintura de Arnica, mais em oração e repouso, enquanto aguardo meu cérebro equilibrar-se em seu meio flutuando. As tonturas tem impedido meu retorno às atividades da Fênix.
        Acidentes podem e devem ser prevenidos e evitados mas tantas vezes, tentara, inutilmente, impedir que filhos pequenos caíssem, bem à minha frente. Sofrimentos psicológicos causados aos outros e/ou a si mesmos, também podem acontecer quando não percebemos o jogo da mente e nos deixamos dominar pelo ego. Para evita-los devemos estar alertas, presentes e usar a inteligência emocional, ou seja, o coração.
        Estou aprendendo a ter atenção no que faço, no que ouço, no que vejo, e, principalmente no que penso e sinto. Estou me tornando sensível e, assim sendo, saberei o melhor a fazer na situação.
        “Mas, se você está determinado a machucar, então a ação insensível ocorre!” Ouça em:
https://www.youtube.com/watch?v=1c5GFoeW3o4 Jiddu krishnamurti – O que Devo Fazer neste Mundo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Aquela que chegará atrasada ao próprio enterrro!

                                                   



                                                        
Casa de Pedra, Painel (SC) - 2009
                                                   

                                                        ? Quién Soy?
                                             (de Angelita Bianculli Rodriguez)
" ? - Soy yo esta tristeza que siento?
? - Soy la alegria del éxito pasagero?
? - Soy la ternura o el enojo?
O todo esto es la circunstancia por la que atravieso...
? - el traje con que me visto?

Yo soy la savia del parral;
Yo soy el fruto y la sombra...
Porque sé que hay un punto
 en mi interior que es Luz
 y en este Lugar reina el Espíritu.

Debo ver la tibieza
y el resplandor escondido
porque yo soy el Templo
el lugar sagrado
la casa de Dios en la Tierra.

Sólo debo ir a su encuentro
abrir las puertas,
y dejarlo salir...
Yo soy la Paz
Yo soy el Amor
Yo soy la Luz..."

O tema de nossa real identidade é transversal com minha crença de Vida imortal na Unicidade com todos os Seres e, por junho de 2014, quando morreu o cão Rayto,
fui desafiada a transcender apegos e expressar gratidão por sua lealdade, seguindo seu exemplo de viver com inteireza o tempo presente. 

Em setembro, adotei o gato Spok que seria abandonado e iniciamos uma relação honesta, um pouco tumultuada no início e, atualmente muito tranquila e prazerosa.
( Adoentado, fazia esforço para carregar enorme barriga!)



                             (Chegou bem pulguento e, assustado com o som do secador após o banho, unhou-me!)  
 Hoje companheiro, até mais que os cães Jyba e Sukita!

Em 4 de  novembro, um pequenino cão foi resgatado das ruas pela filha e neto e fui dona temporária por 60 dias, treinando o Amor Incondicional. O chamamos de Tom Rayto Junior. Doado bem desenvolvido, saudável, mais confiante nas pessoas, menos medroso, desverminado e castrado.  
07.11.2014

09.01.2015

 (Sr. Assis de Oliveira da Costa - registro com autorização)


Eu e os animais citados sabemos que estivemos abrigando sentimento bom, verdadeiro e desinteressado.

Minha grande aprendizagem na Fênix tem sido a do uso do tempo. E para tal, auto conhecimento é indispensável. Planejar (não sendo impulsiva), seguir com constância e o passo-a-passo. Estou aprendendo a usar o tempo com mais foco, determinação, elegendo prioridades e com disciplina mas principalmente a viver sem ansiedade, um dia de cada vez, experenciando a atividade do momento. Sigo um dos ensinamento básicos trazidos da Oneness University: "ficar com o que é" (Bhagavan), independente do conteúdo; e a partir das condições disponíveis, partir para as ações adequadas com praticidade e apoiada pelo Eu Superior. Guilherme dos Santos Floriani e Eloíta Pereira Neves, orientadores, apoiadores e colaboradores em minha evolução e implantação da funcionalidade da Fênix tem sido de valor inestimável, e seu modus vivendi, meu Luzeiro e força! 

Num curso de crônicas do SESC fomos instigados a definirmo-nos com uma metáfora. Apesar das atualmente esporádicas confusões com  minhas personalidades, em essência Sou o que Sou. No entanto, estou ainda: "Aquela que chegará atrasada ao próprio enterro." 

sábado, 17 de janeiro de 2015

                                                                  OM SRI MATRE NAMAHÁ

Nasceu Gustavo, meu terceiro neto, dia 09 último. Como não olhar pra dentro de mim,  e curar um pouco mais ainda a ferida profunda de filha órfã que fui? Sim, vendo o pequeno menino, perfeito, saudável e lindamente acabado sendo amado imensamente pela mãe, minha filha Juliana, e pelo pai ricardo, meu genro, um sentimento de gratidão foi reavivado em mim. Posso assim, reeditar meus relacionamentos com meu pai, mãe e com os tios e avós que me criaram. Sei que fizeram o melhor que quiseram e puderam, mas imagino que meu potencial de amar poderia ter sido melhor desenvolvido caso tivesse uma infância alegre e tranquila,  confiando nos seres humanos e no mundo. Posso reconhecer os erros  não intencionais que cometi ao criar meus próprios filhos, por não ter aprendido a ser filha.  Criança aprende tudo vivencialmente. Assim, aprendemos amar sendo amados, quando crianças. Porque Amor não é algo teórico. Tem que senti-lo ao experenciar o cuidado e a atenção. E em sua vida, o adulto crescido no Amor, terá prosperidade porque se sentirá merecedor, com autoestima desenvolvida positivamente. Uma vez li sobre a importância do aleitamento materno. Inegáveis seus efeitos benéficos no desenvolvimento físico e psicológico. Está cientificamente comprovado que a falta dele pode levar a viver procurando longe de si um objeto para amar e permanecer na inconsciente nesta busca frenética.  Chego à conclusão que o encontro amoroso do olhar de mãe e bebê durante a amamentação desencadeia o processo do Despertar!


E, sincronicamente nesta época, Narayani, uma linda Meditadora da Oneness University no Brasil nos propõe a fazer o PREM - Programa de Encorajamento e Recuperação da Mamãe. Na busca de orientação sobre a shadana com o Guia da Oneness para América Latina, Vikramji respondeu que façamos durante 49 dias 49 Moola Mantra e recitar 49 vezes OM SRI MATRE NAMAHÁ. Finalizar com a prostração reverenciando a MÃE DIVINA, mãe de todas as mães.

Também ocorre outro fato que mexe muito comigo neste tempo de tanto crescimento: a tia que criou a mim e a 3 (três) dos meus 4 (quatro)   irmãos está num residencial geriátrico no litoral do Estado e eu, sem coragem de trazê-la para morar comigo. 
Então, a religiosidade não se encaixa no meu cotidiano? Estarei sendo ingrata? Que exemplo dou a meus filhos e netos? E pasmem que realmente sinto medo do carma futuro! 

Vejo as imagens do trabalho que meu filho Guilherme executou nos 3 (três) dias de suas férias aqui na Fênix. Só motivado por Amor Incondicional. Com muita grandeza de caráter e esforço. Está na Unidade com a Mãe Terra e obedece às leis da Natureza. Desdobrou-se nas orientações, roçadas, adubação de mudas de frutíferas, instalação de iluminação na garagem e do bebedouro do cães, fechamento de vãos sob as cercas, com pedras enormes e no manejo florestal na orla da mata dentro do pátio. Ainda fotografou com sensibilidade belezas da floresta durante caminhada com as pequenas Isabela e priminha Ana Carolina. Cultivou fogo no fogão-a-lenha no amanhecer fresquinho, bebendo um chimarrão. Ventos fortes, na semana anterior haviam lascado a bracatinga próxima da Casa Fogo  e uma outra árvore envelhecera (https://sites.google.com/site/florasbs/clethraceae/carne-de-vaca).  Senti muito, mas as causas foram fatos da vida e fenômenos climáticos, acidentes inevitáveis. Assim, virarão palanques, combustível para cozinhar e aquecer-nos nos dias frios do próximo inverno, além de rústico banco para a varanda.

Esta bracatinga perfumava de "mel" todo o pátio durante a florada na primavera. A poucos metros dali,  de semeadura realizada em fevereiro de 2014 nasceram umas 23 bracatingas, auxiliando na restauração de área degradada. É a garantia da continuidade da vida,  mães gestando e cuidando de novos filhos.
                                                         
                                                                  OM SRI MATRE NAMAHÁ

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Achando o fio da meada entre sapos!

Tenho um mentor encarnado, verdadeiro Mestre. Numa de suas visitas Ele falou-me assim: - " Valorize as contribuições das pessoas. É muito desalentador a pessoa ver que seu trabalho não foi aproveitado, que você deixou-o perder-se ou estragar-se." Ele criou este blog para mim. E, por mais desculpas que eu possa dar, mentiria interiormente se não admitisse que não priorizei este espaço. E, pasmem ao saber que tenho vários textos escritos e muitos registros fotográficos que acumulei sem postar.

Difícil não é recomeçar mas, minimizar os truncamentos na sequência dos intensos acontecimentos ocorridos   neste longo tempo em que não escrevi aqui. Gentilmente, peço-lhes que considerem um renascimento ou ressurreição.

2014 foi ano desafiador e rico, muito rico. Aprendi tanto, até mesmo coisas que não desejaria aprender, como  não confiar em suposto amigo. Treinei  um pouco mais o desapego com a passagem do cão Rayto e na recente doação do Tom - filhote canino resgatado das ruas.

Aprendi a viver um dia de cada vez. Tenho hoje a ansiedade quase sob controle. Ajo menos impulsivamente. Antes ficava na chorumela, com a mente a mil, martirizando-me com tantas coisas a consertar aqui, não visualizava solução, sofria muito, não curtia a vida, nem descansar conseguia sem sentir culpa, adiando mil coisas pequenas, cansando muito e com produtividade baixa. Trabalho bastante, sinto fluidez, prazer e paz no que faço. E os resultados aparecem.  É que fui pro Céu! Vejam a escadaria.


A mudança interior teve um impulso quando, em novembro de 2013,  fiz o "Despertar na Unidade" e fui iniciada como doadora da Deeksha, Benção da Unidade, pela trainer da Oneness University, Eloíta Neves.Quando acreditei-me merecedora recebi especial presente do Universo: viajei para a Índia, sonho acalentado por 25 anos. E lá, "Despertei". Posso dizer que em 28 dias na Oneness University morri e renasci várias vezes nos 100 anos atemporais que lá vivi. Esta minha experiência contarei numa postagem especial, em breve. Sobre isto, apenas posto fotos do Templo, dos Avatares AmmaBhagavan  e do Altar que mantenho na Sede da Fênix - a Casa Éter (princípio de toda criação). Sigo doando a Deeksha.  E ficando "Com O Que É"!


Sim, agora as dependências externas - todas precisando de financiamento para reparos - representam os 5 Elementos: Casa Fogo (cozinha externa); Casa Água (casa com piscina); Casa Terra (a do ex-caseiro, do ex-proprietário, será ampliada com hiper adobe e teto vivo); Casa Ar (ponto mais alto da chácara, na lomba oeste, outrora igrejinha, antes mais, sala para cromoterapia. Virá a ser um mirante?!´As árvores floríferas e trutíferas estão sendo plantadas. para observar  de perto e do alto, os tucanos e papagaios, jacús e sirienas...)

A Casa Éter - a Sede - agora está sendo preparada para workshopps, cujas dependências internas estarão recebendo nomes inspirados  na cultura Xamânica, através das ilustrações do livro "Os Aliados de  Poder" de Suryavan Solar, A arte de desenhar "a olho"e colorir os animais escolhidos nas etiquetas e sua  qualidade primordial é um trabalho conjunto com meu neto Bê.

E, qual o propósito dos sapos? Acontece que ontem minha amiga Sulamita levou daqui para sua horta, na cidade, um amigo rajado  ou seria uma sapa? Diz Maria Clara - outra amiga - que o sapo é de cor única, seja escuro ou esverdeado! O medo já diminuiu, Parei de sentir-me uma sapa, parada, medrosa, meio solitária, andando na vida pelas beiradas, e vivo agora com inteireza. Todo o negativo nele é projeção minha, você sabe! Claro que sei todos os benefícios que os sapos fazem ao meio ambiente. Podemos encontrar justificativa nos traumas infantis causados pelas brincadeiras  dos manos ou o medo que um deles sentia diante das agressões da avó - doente mental -  que o deixava paralisado, quando ela o chamava de "sapo"! Então, nesta encarnação, tenho feito enormes esforços para conviver em harmonia com rãs e sapos! Lembrei-me agora que não destinei nenhum aposento da Fênix a eles!
Tampouco consegui acariciá-lo como faz minha amiga Maria Sueli Mafra, nem sequer pegá-lo nas mãos como faz a pequena neta Isabela. Gratidão também ao Grupo de Apoio Mensageiros da Luz, em seu serviço de caridade socorrendo  todos os seres que sofreram, praticaram ou foram usados em trabalhos de magia negra!

Talvez os sapos queiram dizer-me que está na hora de fazer algo diferente pelos meus relacionamentos, trabalho e vida!
Em união AIPANA SAITU! UATUMA SAIBIRANA!

domingo, 22 de setembro de 2013

Projeto Leis Estelares


http://youtu.be/e5pJw7DdihI música:  No Jardim de Flores Brancas
http://youtu.be/_pysf5ixCTQ música ao piano: Sonho de Amor de Franz Liszt

Iniciado em 14 de setembro para oportunizar às pessoas do meio urbano contatos com a terra, para conhecê-la e amá-la. Mas na verdade é que sou bem interesseira e, sei que só cuidamos do que amamos. Assim, amando a terra/Terra, delas cuidarão.

Desenvolvido de forma teórica-prática,  em encontros quinzenais, nas tardes dos 2º e 4º sábados, com estudos do Livro Leis Estelares, atividades artísticas, como: canto, desenho, música, pintura,dança... e de cultivo à terra, com lanche vegano. Caminhada na floresta é proposta permanente. 

Neste 1º encontro, plantamos  flores brancas, num canteiro que eu e  amigo Nilto preparamos previamente. O terreno compactado e com bastante pedra brita, localizado no jardim em frente à Fênix, foi trabalhado inicialmente com picareta, recebeu terra da mata e adubo orgânico de ave. 

Lemos sobre o Quarto Raio, Imaculada Pureza do Branco, por Serapis Bey que indicou a vibração desta cor na música Sonho de Amor, de Franz Liszt, acima.
Dançamos circulando ao redor do canteiro plantado, agradecendo à Mãe-Terra todos os benefícios de beleza, vida e saúde que nos proporciona.

Maria Helena Flores, nome sugestivo, não?, chegou com seu jeito meigo, trazendo muitas mudas de seu jardim. Eu comprei azaléia, cravos, meleiras, boca-de-leão.
Maria Sueli deu-me na semana seguinte e, por isso não estão nas fotos, mudas de artemísia e camomila. Amorosamente ofertou mudas de papoulas (de sementes trazidas da Itália) e o canteiro concebido para ter somente flores brancas ficou tingido de vermelho. É como a vida que se vai  modificando também, certo? 

O próximo será mais desafiante, em 28 de setembro: plantas com flores azuis. Símbolo do intelecto e da espiritualidade, o azul proporciona elevação espiritual ou você acha que Deus pintou o céu de azul por mero capricho? 

Aqui em Lages, conheço a Isis, Hortênsia e um lindo arbusto para cerca viva. Há vasta lista com nomes científicos na internet e estou tentando com as floriculturas daqui encontrar as que se adaptem ao nosso clima frio.

O bom mesmo é sair andando, admirando os jardins caseiros, pedindo mudas e ficar contente da vida pela solidariedade dos lageanos.

Tem chovido muito nos últimos dias, com previsão de antecipação da enchente de São Miguel. Nas estiadas, andamos, pedimos, preparamos a terra e esperamos vocês!

Venha e traga a tonalidade azul do seu coração!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sincronicidade

                                                     




Adaptações especiais: várias adaptações muito especializadas permitem que certas plantas vivam às custas de outras. Algumas, como o visco que cresce em árvores, são parasitas. Outras como algumas orquídeas usam as outras plantas simplesmente como apoio, sendo conhecidas como epífitas. Há outras, ainda que se tornaram carnívoras e aprisionam insetos em suas folhas: os insetos são digeridos e seu s líquidos, absorvidos. As plantas carnívoras, entre elas a drósera e a dionéia, aparentemente evoluíram onde o solo era pobre em nutrientes.

A dionéia possui uma “armadilha” – uma folha com dois lóbulos que se fecha quando disparada por pelos sensíveis localizados na superfície. (Jacana)


Deixei no banheiro dos fundos um manual de ensino médio que foi descartado pelo dono anterior da Fênix. Os fascículos Planeta Vivo trazem temas como ar, água, fogo, solo, ecossistemas, reinos mineral, vegetal e animal, bem como as interações entre eles e as intervenções do Homem.
Semana passada  abri-o aleatoriamente e me deparei com o artigo “Plantas que produzem flores”, as angiospermas, sendo as formas vegetais mais evoluídas do reino vegetal e predominante na Terra, possuindo aproximadamente 250.000 espécies já identificadas. As primeiras plantas floríferas aparecem em fósseis do período Cretáceo, há cerca de 118 milhões de anos.

Revi a estrutura destas plantas e o processo de polinização. Algumas por reprodução vegetativa quando brotos saem da planta-mãe e se fixam no subsolo ou na superfície. A reprodução sexuada depende do vento e dos insetos que ao se alimentarem do pólen, derrubando-o dos estames (órgãos masculinos) nos pistilos (órgãos femininos) da flor ou carregando-o para outras flores da mesma espécie, fertilizando-as.
Assim ocorre o importantíssimo processo da fecundação cruzada, permutando material genético diferente, garantindo a preservação da vitalidade das espécies e permitindo o surgimento de variantes capazes de povoar novos territórios.

Há inúmeros exemplos de relações surpreendentes entre flores e insetos. Muitas flores produzem néctar, líquido açucarado que atrai os insetos, recompensando-os pela polinização.
Dedaleiras, violetas e azaléas possuem sinalizadores para conduzir os insetos até elas. Algumas orquídeas possuem flores parecidas com vespas e moscas, levando-os ao engano do acasalamento, e assim fertilizando-as.

Importância das plantas floríferas: o surgimento das plantas floríferas foi um dos acontecimentos mais significativos da história biológica do Planeta. Plantas evoluídas capazes de sobreviver à condições climáticas desfavoráveis – só não nascem nos oceanos, fontes termais, gelo e neve – e de produzir enormes quantidades de folhas proporcionou uma superabundância de alimentos para os animais vegetarianos. Formam também espessa camada de húmus, retendo os nutrientes, tornando a terra mais fértil.

A grande variedade de tipos de vegetação suporta uma população animal igualmente variada. Os SERES HUMANOS DEPENDEM das plantas floríferas para se alimentar (cereais, raízes, leguminosas, nozes e frutos) e para alimentar animais domésticos (pastagens e forrageiras). Elas fornecem madeiras e fibras como juta, algodão linho e sisal. Florestas tropicais fornecem hoje 25% de extratos vitais medicinais e esta proporção tende a crescer.

Além de seu valor econômico, as plantas são responsáveis – através da fotossíntese – pela estabilização do teor de dióxido de carbono na atmosfera, desta forma ajudando a preservar o equilíbrio térmico do Planeta.
Para mim, conviver com as flores é motivo de alegria, é ter beleza e perfume. Admirar a Criação, a co-dependência e colaboração entre os flores e insetos, vegetais e animais, me leva a sonhar com uma sociedade equilibrada onde todos ganham nas relações interpessoais e divisão equitativa de recursos.

No entanto, vemos a ganância (com base no egoísmo e materialismo exacerbado) de alguns, levando-os ao comportamento da dionéia, destruindo seus irmãos e colaboradores. Estes se desenvolvem na pobreza moral, na ausência de formação holística pessoal de base, sem compreensão da Rede da Vida, sem espiritualidade.

Onde a sincronicidade? Foi saber da existência de uma mulher com nome da planta florífera da foto acima, igualmente ardilosa. Mecanismo de sobrevivência? Conhecera um mês antes, uma vítima dela, no auge da desnutrição e desgaste físico/emocional, em estado lastimável. Deus nos defenda de cair na armadilha  de cruel predador!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Plante flores e colherá flores


Estive durante uma semana observando e dando um pouco de atenção, cuidado e amor ao reino vegetal. Pouco sei dele e o que aprendi devo  ao exemplo da vó Laura na infância e ao filho,  Guilherme Floriani, que desde aluno da ESALQ-USP, dedicava-se ao nosso sítio nas férias, e depois de formado, em todos os finais de semana, em SAF’s, criação de coelhos e galinhas, cuidando da Brisa, égua pecherão, recuperando nascentes, organizando piquetes para os animais, implantando horta e pomar de forma ecológica,  paisagista sensível à beleza e ao habitat natural (ecossistema) de árvores floríferas, frutíferas, lenhosas...



Iniciei em maio, a multiplicação das hortênsias, capim-cidreira e citronela... podei os 9 cedrinhos (Ah! Quem me dera ser mais ousada, para moldá-los com personagens)... chegou um manacá nativo daqui, com flores bicolor brancas e roxas, para o barranco terraplanado. Plantei também a terceira camélia, a de cor branca, no vértice do triângulo, fazendo parceira com a branca e vermelha...agora, já com terra cheirosa, macia e nutrida da compostagem que faço desde meados de março... nutri os 2 araçás nanicos... e jamais esquecerei a sensação que tive, quando me aproximei justamente daquele que não deu frutos este ano: a aura dele era muito maior do que eu e envolveu-me amorosamente, que bem estar senti e o reverenciei, aprendendo a lição que a forma externa nem sempre corresponde à essência.

Assim também todas as pessoas tem  uma força boa,  nem sempre visível para nós... plantei um caquizeiro... e só daí vi um pequena manacá nanico e velhinho, com barbas no tronco... Quem a plantou deixou-a num torrão mais alto que o nível do solo, pensei como que a água poderia alimentá-la assim?  Igual aos araçás, além de que estes estão numa lomba, ao relento, e com solo seco e duro...

                                                Imagem do araçazeiro



Está difícil encontrar uma local adequado nas cercas de tela para a physalys, muda que fiz ainda na casa do filho, guardada no pátio do amigo Ildefonso, para que não pegue geada e porque as que oferecem condições serão mudadas de lugar... Falando nele, veio novamente, muito prestativo, desta vez para instalar uma torneira elétrica...Isto é conforto, neste frio não é luxo.

Eu prefiro água quente da serpentina do fogão à lenha, mas aqui fogão e pia estão em posições opostas na cozinha... Já veio no feriado de Corpus Christi remendar o telhado, até que possa chamar um latoeiro e comprar o telhão para consertar o estrago do tratorista na terraplanagem... Bem, comecei um pequeno jardim na porteira, com falso boldo, sementes de tagetes (cravos de defunto, resistirão à geada?) gerânios vermelhos ganhos da Janete, da loja Vida Natural... Enterrei a mangueira contendo o fio trazendo energia elétrica da casa da piscina até o motor do portão eletrônico...

Que chique, é só pintá-lo de tinta esmalte, e o neto Bernardo escolheu  o dourado  como cor...o ouro mesmo é mágico, criança tem sensibilidade, muitos adultos já perderam, por isso as consideramos ousadas. São sábias, isto sim!


Bem, é hora de pitar meu cachimbo! Peço muita Luz e muito amor, derramando ensinamentos do Criador sobre suas Criaturas.



E a música diz: “Quem desejar colher flores, é preciso plantar flores. Quem quiser boa colheita, a melhor receita é ser bom plantador! ”

Ei-lo , à esquerda, bem à frente. O da direita está dando frutos, pela 2ª
 vez este ano.